A tragédia da guerra na construção da memória e do património

 

 

Paulo Mendes Pinto

É complexa a nossa relação com o futuro. Facilmente o vemos nublado, sem certezas e com muitos problemas que para ele transportaremos sem saber como os resolver. A crise no Médio Oriente encaixa plenamente neste quadro em que o futuro reside num sem número de condicionantes, sem que nenhuma delas seja de solução e controle fácil. A única certeza é que daqui a largas dezenas de anos, a guerra será o centro da memória de várias gerações.

Pessoalmente, cada vez mais olho para o futuro procurando no passado amarras a que me agarrar, mesmo que pequenas e frágeis. São o património que temos o direito de, a qualquer momento, reclamar como nosso, como passível de ser parte dessa equação que deve ter também muito de afectos e não apenas de estratégias – que essas, como temos visto, poucos resultados positivos nos têm dado.

E esse património que é, quer da vida de cada um de nós, quer da nossa História enquanto colectivo, tem tensões, tem contradições, tem complementaridades. No ano de 2007, em dois dias separados apenas por uma rápida noite de um longo debate sobre os choque culturais entre vários companheiros dessa mesma viagem, visitei dois castelos em nada iguais, mas em tudo semelhantes. Aleppo, de que hoje tanto se tem falado e, em Talkalakh, o famoso Krack des Chevaliers.

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