Confissões de Paulo de Tarso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não me envergonho da minha loucura,

que deslocou o centro da gravidade

das colunas da Acrópole ( poderiam ter caído

as dúvidas dos olhos dos filósofos),

nem de continuar a correr, ao contrário da mulher de Lot,

nem  do Evangelho que opera por dentro

das ruínas e retira do coração o bater da morte,

não me envergonho

de trazer as marcas de Cristo

que são a minha glória,  na minha carne rosa,

não me envergonho de ter a minha coroa

de espinhos,  tão-pouco me envergonho

por não considerar a minha vida preciosa.

 

12-04-2015

© João Tomaz Parreira

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